sábado, 27 de junho de 2015

Legalização do Casamento Homossexual nos EUA


Eu e minha avó estávamos assistindo  o jornal na quinta feira, antes da legalização do casamento homossexual nos EUA, quando aparece essa reportagem :


Minha avó então me pergunta: Esse menino tem dois pais, é isso?
Eu: Sim vó, ele foi gerado por barriga de aluguel.
Ela: Nossa, que bonito o cuidado que eles tem com o menino, lançaram toda essa campanha pra conseguir doador.
Eu: Pois é né vó, e incrivelmente isso ainda é motivo de tanto preconceito aqui no Brasil.
Ela: Não entendo o porquê, dá pra se ver que esse casal dá muito amor a essa criança.
Eu: Pois é, e tanto casal hétero abandona por aí os filhos e não dão o mínimo valor, eles não, lutam tanto pra conseguir uma criança porque realmente querem dar amor e carinho.
Ela:Exatamente, acho que esses casais merecem sim ter a guarda dessas crianças.
Essa foi a minha avó de 84 anos e evangélica desde que nasceu.

 E ainda assim, vejo que ela tem a mente muito mais aberta e tolerante de que várias pessoas nas minhas redes sociais. Ninguém é obrigado a simpatizar com o movimento, mas respeito em qualquer tipo de sociedade é essencial.  O que eu mais tenho visto desde sexta feira são mensagens bobas e intolerantes à respeito da opção sexual de cada um.
         Sou evangélica sim, creio em cada palavra da bíblia, mas sei que não cabe a ninguém a autoridade de julgar o outro. Tantas pessoas cometendo “pecados” tão maiores, fazendo mal ao seu próximo, envenenando a vida alheia, destruindo casamentos, matando, roubando, estuprando, etc. e vocês vão dizer que amar alguém do mesmo sexo é um pecado tão brutal assim?
 É claro que também não descreveria como tem sido descrito pela maior parte dos meus amigos nas redes sociais como “o amor venceu”, acho que essa é só a pontinha do iceberg. 
Amor é uma coisa totalmente abrangente, é você pensar no próximo, não fazer mal as pessoas, não julgar, não humilhar ninguém, se compadecer e ter empatia pela dor dos outros, ajudar mesmo que só um pouquinho a fazer do mundo um lugar melhor para se viver e de pessoas assim o mundo realmente está precisando.
 Mas também não retiro o crédito de que isso foi um começo, um começo para um mundo onde possamos parar de apontar os erros e defeitos dos outros e possamos olhar as qualidades, independente de raça, gênero ou escolha sexual. Um mundo, por mais sonhador e distante que pareça, livre de preconceitos idiotas e infundados.
Afinal, como diz Lulu: consideramos justa, toda forma de amor.

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