terça-feira, 29 de setembro de 2015

Porque antes só do que mal acompanhada


"Acho que, assim como a maior parte das nossas feridas tem origem em nossos relacionamentos, o mesmo acontece com as curas, e sei que quem olha de fora não percebe essa benção." - A Cabana

Uma coisa é certa, todos nós vivemos a procura de algo ou de alguém. A vida se torna mais leve quando se tem alguém com quem dividir a rotina diária, as risadas, os momentos de tristeza e cada pedaço singelo da nossa vida. Mas uma coisa que as pessoas não entendem, e que sinceramente tem me irritado muito, é que isso é uma escolha e não de fato um grande problema.
        Não sou o tipo de mulher que namora alguém só porque tenho medo da solidão, aprendi que temos que nos bastar, também nunca consegui emendar um relacionamento no outro, sempre tive que ter um tempo para me recuperar, me colocar em ordem e traçar os meus objetivos.
Talvez eu tenha ficado exigente demais, porém hoje não quero ninguém que me complete pois isso aprendi que tenho que conseguir por mim mesma, quero alguém que me some, que me transborde. Então não me venham com aquela frase "você só está solteira porque quer". Não, não estou solteira porque quero, estou solteira por não estou disposta a deixar qualquer pessoa passageira entrar na minha vida, e também não estou disposta a repetir os mesmos erros do passado depositando meu amor e esperança em quem não considerava isso suficiente.
Talvez eu esteja errada em idealizar demais e isso faça com que eu acabe afastando pessoas legais da minha vida, mas eu sei o que quero e não quero coisas de momento. Sou daquelas pessoas que quando se entrega é de verdade e é para sempre. E até encontrar alguém que realmente mereça tal amor e dedicação prefiro limitar o numero de decepções. 
Então, parem de agir como se relacionamentos fossem coisas banais, posso não ser perita no assunto, mas acredito cegamente que relacionamentos apenas por status não valem a pena, e é preferível estar sozinha e feliz do que com alguém e viver magoada e chorando pelos cantos. Aprenda a curar suas feridas sozinha primeiro porque o maior e melhor tipo de amor é o amor próprio, só depois de aprendermos a nos amar é que teremos a capacidade de amar outra pessoa, procurar em outro alguém aquilo que falta em nós mesmos é tolice.


sábado, 27 de junho de 2015

Legalização do Casamento Homossexual nos EUA


Eu e minha avó estávamos assistindo  o jornal na quinta feira, antes da legalização do casamento homossexual nos EUA, quando aparece essa reportagem :


Minha avó então me pergunta: Esse menino tem dois pais, é isso?
Eu: Sim vó, ele foi gerado por barriga de aluguel.
Ela: Nossa, que bonito o cuidado que eles tem com o menino, lançaram toda essa campanha pra conseguir doador.
Eu: Pois é né vó, e incrivelmente isso ainda é motivo de tanto preconceito aqui no Brasil.
Ela: Não entendo o porquê, dá pra se ver que esse casal dá muito amor a essa criança.
Eu: Pois é, e tanto casal hétero abandona por aí os filhos e não dão o mínimo valor, eles não, lutam tanto pra conseguir uma criança porque realmente querem dar amor e carinho.
Ela:Exatamente, acho que esses casais merecem sim ter a guarda dessas crianças.
Essa foi a minha avó de 84 anos e evangélica desde que nasceu.

 E ainda assim, vejo que ela tem a mente muito mais aberta e tolerante de que várias pessoas nas minhas redes sociais. Ninguém é obrigado a simpatizar com o movimento, mas respeito em qualquer tipo de sociedade é essencial.  O que eu mais tenho visto desde sexta feira são mensagens bobas e intolerantes à respeito da opção sexual de cada um.
         Sou evangélica sim, creio em cada palavra da bíblia, mas sei que não cabe a ninguém a autoridade de julgar o outro. Tantas pessoas cometendo “pecados” tão maiores, fazendo mal ao seu próximo, envenenando a vida alheia, destruindo casamentos, matando, roubando, estuprando, etc. e vocês vão dizer que amar alguém do mesmo sexo é um pecado tão brutal assim?
 É claro que também não descreveria como tem sido descrito pela maior parte dos meus amigos nas redes sociais como “o amor venceu”, acho que essa é só a pontinha do iceberg. 
Amor é uma coisa totalmente abrangente, é você pensar no próximo, não fazer mal as pessoas, não julgar, não humilhar ninguém, se compadecer e ter empatia pela dor dos outros, ajudar mesmo que só um pouquinho a fazer do mundo um lugar melhor para se viver e de pessoas assim o mundo realmente está precisando.
 Mas também não retiro o crédito de que isso foi um começo, um começo para um mundo onde possamos parar de apontar os erros e defeitos dos outros e possamos olhar as qualidades, independente de raça, gênero ou escolha sexual. Um mundo, por mais sonhador e distante que pareça, livre de preconceitos idiotas e infundados.
Afinal, como diz Lulu: consideramos justa, toda forma de amor.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Redes Sociais..


Muitas vezes nas minhas reflexões paro e fico pensando em como as pessoas superestimam as redes sociais. Parece que a vida não tem sentido se algo não for compartilhado com os amigos do Facebook, Instagram, grupos do Watsapp e etc. Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que eu, às vezes, não me dou ao luxo de fazer o mesmo, mas não consigo entender a necessidade patológica que as pessoas dessa geração, e pior, de gerações passadas que aprenderam a viver no mundo tecnológico de hoje, tem em dizer e mostrar para “o mundo” onde estão e tudo o que estão fazendo.
Sinceramente, chego a acreditar que as pessoas se preocupam mais em tirar fotos para mostrar para os outros o quanto suas vidas são cheias de coisas legais e interessantes do que curtir o próprio momento. Antigamente se faziam álbuns de fotos para serem guardadas, fotos de viagens, eventos importantes, infância dos filhos, etc. hoje, as mesmas fotos são tiradas para serem postadas nas redes sociais porque as pessoas iram ver os lugares onde você foi e as coisas que fez e aparentemente isso, de as pessoas verem, é muito importante. Não estou criticando as redes sociais em si, mas sim a conduta de algumas pessoas que se expõe demais.
Se vocês querem saber, até hoje não tirei aquela famosa foto no banco do motorista de um carro para mostrar que tenho mais do que 18 anos e nem postei a foto da minha habilitação porque, não levem para o lado pessoal, acho ridículo isso. Eu deveria fazer pra mostrar “pro mundo” o quão adulta estou me tornando? Façam-me o favor, vai dizer que se eu tivesse 12 anos teria que postar uma foto do meu primeiro pacote de absorventes? A comparação pode ter sido idiota para alguns, mas é exatamente isso que vocês estão fazendo. E não consigo entender o sentido disso.
 Fora essa dependência que as pessoas têm para com os aparelhos eletrônicos, sério, isso é algo que me irrita, não sou obrigada a responder uma mensagem no Watsapp assim que a recebo, por que adivinhem? Tenho uma vida, curto os momentos que eu tenho em família com a minha família, almoço e janto sem ter um celular na mesa, estudo, dirijo, pego metrô, ando na rua curtindo a paisagem da cidade na qual eu vivo e amo, converso com as pessoas olhando nos olhos delas e não olhando para o celular porque acho falta de respeito e educação não olhar diretamente para uma pessoa quando estou falando com ela. E acho que perdemos muitas coisas da vida porque estamos de cabeça baixa olhando para uma tela.
E o pior, perdemos tempo demais tentando mostrar ao “mundo”o quão perfeita e interessante nossa vida é, quando na verdade nada disso importa. Não preciso mostrar para ninguém o quão maravilhosa é a minha vida, só eu sei as pequenas coisas que me trazem felicidade no dia a dia e muitas dessas coisas não podem ser transmitidas por uma foto com 50 likes em uma rede social. Se a sua felicidade só é completa quando você a compartilha com pessoas que não dão a mínima para você, acho que você tem que refletir sobre o que é realmente importante. Desapegue dessas pequenas futilidades, você pode encontrar coisas maravilhosas se der a atenção as coisas que ocorrem a sua volta.




sexta-feira, 20 de março de 2015

Let's Sing!

Como hoje é o dia do episódio final de Glee nada mais justo do que eu começar com o meu cover favorito dessa ultima temporada. Eu realmente amo essa música, Roxette presente desde sempre no meu Ipod, e adorei ouvi-la na voz da Lea, sem falar que o dueto é com o Jon Groff e torço pra que no final as personagens fiquem juntas. 


Não sou fã da Ariana mas estou viciada nessa música.


Estou numa vibe Kid Abelha, e não tem como dizer que esse refrão não gruda. "Fazer amor de madrugada, amor com jeito de virada."


Pra encerrar, adoro a letra dessa música.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Impeachment e mimimi


No geral não gosto de discutir temas polêmicos em rodas de amigos nem em reuniões familiares pelo simples motivo de que as pessoas são completamente obtusas quando contestadas e não aceitam que vivemos em uma sociedade passiva de pessoas terem diferentes opiniões sobre as mesmas questões. Então me limito a “sorrir e acenar”, mas isso não significa que eu não tenha uma opinião formada, só me poupo de discussões que não me levaram a lugar algum.
Mas devido a todo alvoroço nas redes sociais e as besteiras que ando ouvindo/lendo de alguns “amigos” venho por meio desta, não defender políticos, mas deixar a minha opinião bem clara. Li por esses dias um texto que um professor do cursinho que eu frequentava compartilhou, e irei transcreve-lo aqui. (Deixo claro que não é de minha autoria e espero sinceramente que o professor que redigiu este diálogo não fique bravo comigo).

“Hoje uma estudante me disse:
-Professor o que o senhor acha do impeachment da Dilma?
- Acho que não existe impeachment, existe golpe.
-Mas o senhor não acha que está uma roubalheira?
-Sim, acho. E que os ladrões têm de ir para a cadeia, por isso a investigação está acontecendo.
-Mas a Dilma não tem culpa?
-Não sei, as investigações vão dizer. Mas me diz uma coisa: E o caso Alston? E o Antonio Anastasia? Desses você não pede o impeachment?
-Alston? Quem é esse?
-Não é esse, é essa. Uma empresa que superfaturou mais de 500 milhões no metro de São Paulo, governo do PSDB.
-Ah, não sabia, mas sou a favor do impeachment.
-Se você é a favor de deixar Cunha e Temer na condução desse país..
-Cunha e Temer?
-Já vi que você está sabendo muito sobre o impeachment..
-Eu vi no Tv Revolta uma página do face que está bombando.
-Ah, a página patrocinada pelo Álvaro Dias?
-Quem é esse?
-Um cara muito “honesto”e amante do povo brasileiro.Deputado do PSDB envolvido até com trabalho escravo.
-Mas ontem eu vi no Jornal Nacional que foram mais de 200 milhões!
-Sim, desde 1996.
-Desde o Lula professor!
-Não, desde o FHC do PSDB.
-Já percebi que você é petista né professor?
-Não, não sou. Só procuro me informar e não ser massa de manobra da TV criada pela ditadura militar.
-Que canal?
-A globo sempre apoiou a ditadura militar.
-Mas agora a globo está mostrando as coisas!
-Sim, mostrando o que ela quer que vejamos.
-Mas por que o Senhor defende a Dilma?
-Não defendo a Dilma, só digo que não quero ser manipulado pela mídia. Se é pra protestar, proteste também contra o PSDB, pois o caso Alston é maior que o mensalão.”

Não me acho a pessoa mais politizada do mundo por um simples fato: falta de interesse. Vou mentir se disser que me interesso horrores pela política do país porque sinceramente chega a me dar nojo, mas acho que existem os dois lados e antes de sair pela rua dando uma de “rebelde sem causa” usando da lavagem cerebral feita pela mídia como motivação acho justo dar uma boa pesquisada.
           Acredito que a única solução para o nosso país seja aquela coisa clichê que todos dizem “jogar uma bomba em Brasília e começar tudo novamente” porque infelizmente é o sujo e o mal lavado e somos obrigados a votar no menos pior, coisa que cá entre nós, cada nova eleição fica mais difícil saber.
       Mas acho que essa coisa de sair nas ruas pedindo impeachment é ridículo, parece coisa de criança mimada, temos que aceitar que a democracia foi feita. O país elegeu a presidenta através do voto secreto, se as coisas não estão boas? Então vá as ruas em busca de melhorias, mas de maneira digna, sem depredação do patrimônio publico e privado. Mas lembremo-nos sempre que o verdadeiro protesto é nas urnas, e de nada adianta ir pra essa "micareta" que estão chamando de protesto, e digo isso porque nos protestos de 2013 até churrasquinho estava sendo vendido em plena Paulista, pra depois na hora de votar fazer merda novamente.. e não digo Dilma x Aécio, digo que nessas eleições vimos candidatos como a Genro que de fato olharam para as minorias e ainda assim foram os menos votados, lamentável isso.
"Mas o país está uma merda!", você me diz e eu pergunto: e qual a novidade? Ao meu ver, independente de qual dos dois que foi para o segundo turno ganhasse essa crise seria inevitável, porque ela nada mais é do que o reflexo de anos de roubo e políticas publicas má aplicadas.
 Mas a informação é o bem mais precioso e que de fato pode mudar a visão e conscientizar o povo, então, se informem porque estou cansada de papagaios que só repetem aquilo que é compartilhado no Facebook e dito pelas grandes mídias.
E agora entra a minha filosofia de vida "opinião é igual bunda, cada um tem a sua", por isso peço encarecidamente que respeitem a minha.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Amadurecer..



Acho que é uma das coisas mais difíceis. Amadurecer. Diferentemente da nossa idade física, o amadurecimento só surge de acordo com as experiências e aprendizado que tiramos de situações já vividas. Infelizmente, na maioria dos casos, situações ruins. Pois a cada perda é que temos um aprendizado novo.
Sempre tive uma linha tênue dentro de mim que dividia a garota responsável e madura da garota com medos infantis. O meu maior medo sempre foi a decepção e mais do que isso, um coração partido. E olhem só a ironia, foi exatamente o que me aconteceu.
Quando pequenas, sonhamos com aquela típica história do príncipe no cavalo branco. Confesso que antes acreditava nesse tipo de coisa, mas depois do primeiro coração partido, passei a ter horror a qualquer tipo de história romântica clichê.
No começo, pensei que o amadurecimento era não falar mais sobre o assunto, não entrar no papel de vítima. Mas enquanto eu achava que estava crescendo, eu estava tendo um retrocesso dentro de mim. A garotinha com medos infantis queria se fechar para o mundo e comecei a ver todas as tentativas falhas de relacionamentos que eu já tive, todas as decepções e no começo passei a me culpar por todas elas. Depois, por mais idiota que fosse, passei a culpar o sexo oposto.
Aquela generalização clichê de “homens são todos canalhas”, e realmente desejava que todo cara que já me decepcionou contraísse alguma doença venérea.  Comecei a desenterrar coisas sem sentido, como tentar achar a razão de aquele menininho da 2ª série não querer dividir o lanche comigo no recreio e pior, pensar em possíveis vinganças como: eu deveria ter roubado o chocolate dele. Paranoia total, eu sei. E passei um bom tempo com essa “raiva”, até que um dia, de uma maneira completamente natural eu simplesmente saí dessa bolha.
Conheci alguém legal, e pensei: “Por que não?” sem expectativas, sem decepções. E adivinhem? Outro canalha! Mas dessa vez, a garota dos medos bobos e infantis não apareceu. Ela não me deixou paranoica. Talvez porque eu não estivesse de fato apaixonada, mas foi aí que eu percebi que realmente amadureci. Realmente deixei as experiências ruins no passado e me livrei delas. Entendi que não podemos projetar o nosso passado no nosso futuro.

E a maior prova de amadurecimento é quando deixamos tudo àquilo que não nos fez bem no passado para trás. É difícil, pois temos a mania de remoermos tudo de ruim que nos acontece. Tentamos achar um motivo, um “onde foi que eu errei”. Mas uma hora aprendemos que algumas coisas acontecem sem motivo, simplesmente porque eram pra acontecer. É nessa hora que nossa vida se torna mais leve e nos abrimos as experiências maravilhosas que ela pode nos proporcionar. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Esperar..


"Vivemos esperando..dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás.Vivemos esperando o dia em que seremos melhores.Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo." 
Dias melhores - Jota Quest

Temos a mania de vivermos esperando que algo aconteça em nossas vidas, algo que muitas vezes nem nós mesmos sabemos o que é. Pode ser um sentimento novo, uma pessoa nova ou até uma chance de uma vida nova.
Mas quase sempre esquecemos de fazer a pergunta principal "o que fazer para que algo magnifico aconteça?". Sinceramente ainda não descobri qual a resposta, sei que mudanças significativas partem de dentro para fora, digo, temos que nos mudar para só aí mudarmos a nossa percepção do mundo.
 Confesso que ultimamente tenho me sentido perdida em meio a tantas esperanças não correspondidas. Acredito em lei do retorno, aquilo que fazemos aos outros, seja bom ou ruim, volta para nós e também acredito que tudo aquilo que tem de ser nosso, de uma maneira ou de outra, nos encontra. 
Por vezes me pergunto o que eu tanto espero, afinal, a vida não é um filme clichê onde as coisas começaram a dar certo de uma hora pra outra.. ou será que é? Se é com toda certeza o roteirista não vai muito com a minha cara. 
Também tenho a certeza de que as dificuldades só servem para que "o final feliz" seja mais valorizado ainda..lá vou eu com outro pensamento de filme clichê no qual dá tudo certo no final. Será que estou errada por pensar assim?
Acho que se não vivermos esperando por isso, dias melhores, coisas melhores, enfim, nossa vida se torna cinza. Todos temos objetivos que muitas vezes são considerados infundados ou impossíveis mas se não tivermos esperança de que um dia, apesar da nossa realidade, eles se realizem, nossa vida perde completamente o sentido. Afinal, todos vivemos em busca de algo. Algo que talvez nem saibamos necessariamente o que é. 
Ainda continuo confusa sobre qual rumo irei tomar ou sobre em qual lugar essa esperança vai me levar mas parece impossível não esperar que um dia, uma hora, as coisas se ajeitem e tudo volte a fazer sentido novamente. Até lá, continuo assim, caótica e ansiosa. Fazendo a minha parte e esperando, esperando e esperando.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

New Year!



“É suspenso lá para nós, antes de estourarmos a champanhe e celebrarmos o ano novo, pararmos e refletirmos sobre o ano que passou. Para lembrar tanto dos triunfos quanto dos erros,  das nossas promessas feitas e quebradas. O tempo que nos abrimos para grandes aventuras ou nos fechamos pelo medo de nos machucar, pois é para isso que o ano novo serve – ter outra chance. Uma chance para perdoar, para fazer melhor, fazer mais, dar mais, amar mais. E parar de se preocupar com o que foi e começar a se importar com o que vai ser. Então quando aquele globo cair a meia-noite, e ele vai cair, lembremo-nos de ser bons uns com os outros, gentis uns com os outros. E não apenas essa noite, mas durante todo o ano.” – Noite de Ano Novo

2014 não foi um ano muito bom para mim, particularmente. Mas confesso que aprendi e cresci muito. Como sempre dizem “o que não nos mata nos fortalece” e foi exatamente isso que aconteceu comigo. Muitos empecilhos, muitos dias ruins, muitos dias sem esperança, mas saber que eu cheguei até aqui e hoje tenho em mim algo que nada compra: paz, é algo indescritível.
 Confesso que na hora da virada um turbilhão de emoções brotaram em mim, talvez pelo fato de que exatamente um ano atrás eu estava no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, que eu tanto amo, porém em uma situação completamente diferente.
           A um ano atrás, quando 2014 chegou, eu não tinha a coisa mais essencial que me move e me preenche de fé em 2015, esperança. Esperança de que esse novo ano me trará surpresas boas, esperança de muita felicidade, amor, paz, saúde e realizações. Esperança e força para lutar pelos meus sonhos, objetivos e principalmente pela minha felicidade. Porque apesar de tudo, sei que 2014 foi um ano que me fortificou. Fortificou para passar pelos obstáculos que aparecerem em meu caminho. E também foi o ano em que aprendi que nem sempre aquilo que queremos é o melhor para nós. Por mais doloroso que seja, certas coisas simplesmente não devem ser, porque tudo aquilo que é nosso, de uma maneira ou outra, chega até nós.
    Poderia usar todas aquelas frases clichês como “São 365 novas chances” porque sinceramente acredito que se encaixem perfeitamente. Afinal, quer hora melhor para começar um renovo do que agora? Hora de mudar de dentro para fora, rever nossos atos, pensar naquilo que nos faz bem e no que deve ser deixado para trás junto com 2014. Essa é a hora de colocar em pratica tudo aquilo que listamos que será diferente. Se reinventar e dar valor ao que realmente importa.
Ano novo é onde nossa esperança se renova, esperança de que “o amanhã” pode ser melhor. Então ainda está em tempo de refletir e pensar em tudo aquilo que em 2014 não foi executado, colocar em pratica agora em 2015.