Muitas vezes nas minhas reflexões paro e fico pensando em
como as pessoas superestimam as redes sociais. Parece que a vida não tem
sentido se algo não for compartilhado com os amigos do Facebook, Instagram,
grupos do Watsapp e etc. Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que eu, às
vezes, não me dou ao luxo de fazer o mesmo, mas não consigo entender a
necessidade patológica que as pessoas dessa geração, e pior, de gerações
passadas que aprenderam a viver no mundo tecnológico de hoje, tem em dizer e
mostrar para “o mundo” onde estão e tudo o que estão fazendo.
Sinceramente, chego a acreditar que as pessoas se preocupam
mais em tirar fotos para mostrar para os outros o quanto suas vidas são cheias
de coisas legais e interessantes do que curtir o próprio momento. Antigamente
se faziam álbuns de fotos para serem guardadas, fotos de viagens, eventos
importantes, infância dos filhos, etc. hoje, as mesmas fotos são tiradas para
serem postadas nas redes sociais porque as pessoas iram ver os lugares onde você foi
e as coisas que fez e aparentemente isso, de as pessoas verem, é muito
importante. Não estou criticando as redes sociais em si, mas sim a conduta de
algumas pessoas que se expõe demais.
Se vocês querem saber, até hoje não tirei aquela famosa foto
no banco do motorista de um carro para mostrar que tenho mais do que 18 anos e
nem postei a foto da minha habilitação porque, não levem para o lado pessoal,
acho ridículo isso. Eu deveria fazer pra mostrar “pro mundo” o quão adulta
estou me tornando? Façam-me o favor, vai dizer que se eu tivesse 12 anos teria
que postar uma foto do meu primeiro pacote de absorventes? A comparação pode
ter sido idiota para alguns, mas é exatamente isso que vocês estão fazendo. E
não consigo entender o sentido disso.
Fora essa dependência
que as pessoas têm para com os aparelhos eletrônicos, sério, isso é algo que me
irrita, não sou obrigada a responder uma mensagem no Watsapp assim que a
recebo, por que adivinhem? Tenho uma vida, curto os momentos que eu tenho em
família com a minha família, almoço e janto sem ter um celular na mesa, estudo,
dirijo, pego metrô, ando na rua curtindo a paisagem da cidade na qual eu vivo e
amo, converso com as pessoas olhando nos olhos delas e não olhando para o
celular porque acho falta de respeito e educação não olhar diretamente para uma
pessoa quando estou falando com ela. E acho que perdemos muitas coisas da vida
porque estamos de cabeça baixa olhando para uma tela.
E o pior, perdemos tempo demais tentando mostrar ao “mundo”o
quão perfeita e interessante nossa vida é, quando na verdade nada disso
importa. Não preciso mostrar para ninguém o quão maravilhosa é a minha vida, só
eu sei as pequenas coisas que me trazem felicidade no dia a dia e muitas dessas
coisas não podem ser transmitidas por uma foto com 50 likes em uma rede social.
Se a sua felicidade só é completa quando você a compartilha com pessoas que não dão a mínima para você, acho que
você tem que refletir sobre o que é realmente importante. Desapegue dessas
pequenas futilidades, você pode encontrar coisas maravilhosas se der a atenção
as coisas que ocorrem a sua volta.
