segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Semana que vem pode nem chegar...


"Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar.Não deixe nada pra semana que vem porque semana que vem pode nem chegar. Pra depois, o tempo passar. Não deixe nada pra semana que vem porque semana que vem pode nem chegar.
Esse pode ser o último dia de nossas vidas, última chance de fazer tudo ter valido a pena. Diga sempre tudo que precisa dizer. [..]"

Talvez a palavra choque defina meu estado agora. É chocante saber que uma pessoa que quinze dias atrás estava brigando comigo por eu não deixar ela assistir a novela e por não ter comprado cerveja pra ela tomar enquanto comia salgadinho não está mais aqui.  Foi tudo de uma forma completamente inesperada, um dia antes ela telefonou para cá, dizendo que se precisássemos de algo ela nos ajudava e se o problema era dinheiro pra medicação, nós daríamos um jeito, cada um ajudaria com o que pudesse e tudo no final ia dar certo. Alguém que 12 horas antes tinha saído pra passear com o cachorro, e agora só o que nos resta são as lembranças.
Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre esse assunto, a pessoa mais próxima que eu perdi foi minha avó paterna a quase 3 anos atrás, mas ainda assim não éramos tão próximas. Não a culpo por isso, com cerca de 30 netos era complicado mesmo dar atenção para todos e com a doença da minha mãe nos afastamos, mas toda vez que nos víamos ela me abraçava e dizia o quanto eu estava bonita e tinha mudado ao longo dos anos. Senti muito a perda dela, mas não era alguém com quem eu estava acostumada a conviver diariamente, não que isso mude o sentimento que eu tinha por ela, mas raramente nos víamos. 
Aquele ambiente de tristeza me fez pensar em como alguém consegue desejar aquilo para outro alguém. Simplesmente é algo que não consigo entender, não desejo isso nem pro meu pior inimigo. Minha tristeza em si, não é pela pessoa que se foi, afinal ela não está mais aqui, mas sim pelos familiares que tem que lidar com toda a saudade que vai ficar.
O acontecimento desse final de semana me fez perceber algo clichê que sempre escutamos: “viva intensamente, pois nunca sabemos o dia de amanhã”. Desperdiçamos nosso tempo com tantas besteiras que na hora nos parecem ser importante, brigamos por bobagens, discutimos por coisas fúteis. E nessas horas de que adianta? Qual a diferença de estar certo ou errado agora? E todo aquele orgulho?De que valem as casas, os carros, as joias agora? Absolutamente nada.
Só o que deixamos aqui são as lembranças de momentos vividos, as palavras ditas, os sorrisos, as boas ações que fizemos. Então demonstre seu amor, não deixe as coisas para amanhã, não viva infeliz porque o orgulho te impede de correr atrás daquilo que lhe trará felicidade, não guarde rancor muito menos ódio no seu coração. Viva em paz, com amor e garanta que as pessoas que você ama saibam o devido valor que elas têm na sua vida, pois só Deus sabe como será o dia de amanhã e qualquer minuto pode ser o ultimo.

Nossa vida é uma coisa tão pequena, o que são 70, 80, 90 anos comparado a toda eternidade? Então faça, em vida, tudo aquilo que for possível fazer pelas pessoas que lhe cercam. E pense: “No dia que eu me for, como quero ser lembrado pelas pessoas que estiveram ao meu redor?” depois de responder essa pergunta, seja aquilo que você quer que as pessoas lembrem, porque no fim é só isso que vai sobrar, quem fomos e o que fizemos. 

2 comentários:

  1. Adorei o texto Yasmin. Realmente a gente tem que aproveitar mais a vida, as pessoas que amamos, dar mais valor as coisas simples, que é o que importa de verdade.

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    1. Obrigada Ana, fico feliz que tenha gostado. Pois é menina, não podemos esquecer aquilo que temos e o resto a gente batalha até conquistar!

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